Se eu pudesse, eu penduraria um grande letreiro à porta de cada biblioteca. À volta desse letreiro, colocaria luzes de neon. E nesse letreiro, que se quer bem grande e com luzes de neon à volta, estaria escrito:
“É proibida a entrada a quem não andar espantado de existir”
As palavras não são minhas, mas de José Gomes Ferreira, nas suas "Aventuras de João-Sem-Medo", e têm sido para mim como um lema de vida.
Na minha opinião, acima de tudo, o papel da Biblioteca é despertar a curiosidade, é obrigar-nos a saltar o muro da ignorância, à semelhança de João-Sem-Medo, que se recusava a fazer parte daqueles "infelizes chorincas que se lastimavam de manhã até à noite".
Numa era onde manda o digital, o imediato, onde tudo acontece e foge à velocidade de um clique, as nossas crianças devem reaprender a questionar, a interrogar o mundo, a redescobrir o prazer da descoberta. É este o nosso desafio.
Numa era onde manda o digital, o imediato, onde tudo acontece e foge à velocidade de um clique, as nossas crianças devem reaprender a questionar, a interrogar o mundo, a redescobrir o prazer da descoberta. É este o nosso desafio.

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